Dia
109: Ainda que venham as más notícias, Deus está preparando uma nova história
(Parte 3)
“Quando três amigos de Jó, Elifaz, de Temã, Bildade, de Suá, e Zofar, de
Naamate, souberam de todos os males que o haviam atingido, saíram, cada um da
sua região, e combinaram encontrar-se para mostrar solidariedade a Jó e
consolá-lo.” Jó 2.11
Como é bom poder ter
amigos verdadeiros! Amigos que mesmo de longe fazem a diferença em nossas
vidas!
Quero fazer menção do Pr.
Alessandro Petrucci da Hora, que mesmo distante, é um grande amigo e podemos orar
juntos. O Pr. Jimmy Iturralde na Bolívia, nosso grande pastor e amigo fiel. O
Dr. Gabriel Lopes Reitor da Unilogos, grande homem, distinguido na educação
mundial. Tem muitas outras pessoas. Mas que realmente fazem a diferença.
Jó tinha amigos fiéis e
verdadeiros! Amigos que ao ouvirem das suas perdas não tituberam, mas vieram de
longe para estar com ele na sua dor: “... mal puderam reconhecê-lo e
começaram a chorar em alta voz. Cada um deles rasgou o manto e colocou terra
sobre a cabeça.” Jó 2.12 Este era um sinal de tristeza, de arrependimento,
de lamento, assim como Jó que rasgou as suas vestes e colou cinza sobre a sua
cabeça (Jó 2.8). Não falaram nada, ficaram por 7 dias calados ao lado de Jó (Jó
2.13).
Jó chega ao fundo do
poço, numa profunda depressão e tristeza: “Por que não morri ao nascer, e
não pereci quando saí do ventre? O que eu temia veio sobre mim; o que eu
receava me aconteceu. Não tenho paz, nem tranquilidade, nem descanso; somente
inquietação". Jó 3.11, 25,26
Atendo pessoas que não
estão mortas fisicamente, mas já morreram por dentro faz tempo!
Encontram-se num vazio existencial, sem sentir nenhum perfume das flores
ou o paladar de uma boa alimentação.
Perderam a muito tempo o sentido do olfato e paladar. Deixaram de
respirar, de sentir o ar puro das montanhas, as gotículas das cachoeiras no seu
rosto, se tornaram insensíveis de um modo mortal.
Não conseguem ver com olhos, muito menos com o coração, falta-lhes
empatia, falta-lhes sentimentos verdadeiros. Atribui-se a frase: “Os olhos são
a janela da alma e o espelho do mundo” a Leonardo da Vinci, mas estas pessoas
tem seus olhos tão obscurecidos como catarata que estão se tornando em cegueira
completa dia após dia.
Os amigos de Jó chegaram num ponto, onde muitos baseados no senso comum, ao
veem pessoas passando por dificuldade criaram suas teorias com certa aparência
de piedade: “Então respondeu Elifaz, de Temã: "Se alguém se aventurar a
dizer-lhe uma palavra, você ficará impaciente? Mas quem pode refrear as
palavras?” Jó 4.1,2
Elifaz, de Temã, se baseia nas experiências de vida: Exemplos bons da
vida de Jó (Jó 4.3-4); momentos ruins (Jó 22.7-10). Seus discursos estão nos
capítulos 4, 5, 15 e 22. A ideia é que Jó deveria se converter a Deus como
Elifaz fez: “Se você voltar-se para o Todo-poderoso, voltará ao seu lugar:
Se afastar da sua tenda a injustiça”. Jó 22.23
Bildade, da região de Suá, considera que Jó viveu nas suas vaidades. Que possivelmente
se desviou dos caminhos de Deus. Esta era a sua ideia. E ainda que ele falava
demais e não aceitava o conselho dos seus amidos: “Mas, se você procurar a
Deus e implorar junto ao Todo-poderoso, se você for íntegro e puro, ele se
levantará agora mesmo em seu favor e o restabelecerá no lugar que por justiça
cabe a você.” Jó 8:5,6 Era como se Jó andasse como quem não conhecesse a Deus:
“É assim a habitação do perverso; essa é a situação de quem não conhece a
Deus". Jó 18.21
Zofar, da região de Naamá, tem um discurso mais legalista. Como causa e consequência.
Sempre procura falar com palavras do seu entendimento. Acha que o que sobreveio
sobre Jó foi porque Ele roubou dos pobres e o acusou de muitas outras coisas: “Sim,
pois ele tem oprimido os pobres e os tem deixado desamparados; apoderou-se de
casas que não construiu.” Jó 20.19 Continua seu discurso como juiz e
carrasco: “Uma inundação arrastará a sua casa, águas avassaladoras, no dia
da ira de Deus. Esse é o destino que Deus dá aos ímpios, é a herança designada
por Deus para eles". Jó 20.28,29
Eliú, de Buz, apresenta
um discurso de misericórdia, porém também tem indignação sonra Jó e seus três
amigos: “Mas Eliú, filho de Baraquel, de Buz, da família de Rão, indignou-se
muito contra Jó, porque este se justificava a si mesmo diante de Deus. Também
se indignou contra os três amigos...”
Jó 32.2,3 Mas algo ele fala de modo correto: “Como Deus é grande!
Ultrapassa o nosso entendimento! Não há como calcular os anos da sua
existência.” Jó 36.26
De fato, os amigos de Jó não compreenderam de fato o que realmente estava
acontecendo com Jó!
Vamos orar ao Senhor: “Meu
Deus não importa o que meus amigos dizem, ou mesmo o que eu penso, ou meu
desânimo e tristeza que me abatem que me tentam distanciar de Ti o fazem neste
momento, creio que o Senhor é Soberano sobre a minha história e pode mudar tudo
e me livrar de todo o temor! Confio tão somente em Ti e creio no seu milagre em
Nome de Jesus, Amém!”
Dr. Uanderson Pereira da
Silva. 
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