Dia 48: Desfrute da Presença do Pai!
"Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o
que tenho é seu. Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu
irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ". Lucas 15.31,32
A chamada parábola do filho pródigo é muito conhecida. Um jovem que que
decide sair pedir a sua herança ao pai ainda em vida e sair pelo mundo gastando
tudo o que recebeu. Até nos faz lembrar daquele filme da década de 1986,
lançado em português com o título: “Curtindo a vida adoidado!”
Mas diferentemente no filme o adolescente mata aula, fingindo estar
doente. Busca o amigo e a namorada na escola. Convence-o a pegar a Ferrari do
pai e saem pela cidade de Chicago afora. Indo em restaurante, estádio de
beisebol, cantando num desfile e aproveitando cada minuto. Pois esta é a temática
do filme.
“A vida passa rápido demais e se você não parar de vez em quando para
viver a vida, vai perder o seu tempo!” Ferris Biller (o personagem principal do
filme).
Mas tanto o filho pródigo quanto o adolescente do filme caíram numa
filosofia hedonista. Que é satisfazer os meus desejos hoje aqui e agora a
qualquer custo, sem se importar com as consequências.
Nesta filosofia a pessoa busca satisfazer o seu desejo hoje, pois não
sabe se viverá amanhã. Daí não se importa com regras, ou ferirá a si próprio ou
alguém.
A diferença entre o filme e a parábola é o roteiro. No filme o Ferris consegue
voltar pra casa ileso, com a ajuda da irmã. E o filho pródigo volta como um mendigo,
sem nada, pois havia passado pelo pior na vida e ainda seu irmão não gosta do
seu retorno.
Aqui ainda quero fazer algumas considerações sobre os filhos e gostaria
de me valer do filme Curtindo a vida adoidado ainda.
No filme o amigo do Ferris era alguém que se sentia rejeitado pelo pai.
Sentia que seu pai amava mais a Ferrari do que a ele ou a sua mãe. Este sentimento
de rejeição era sentido e vivido também na escola. Sentindo-se rejeitado: “Eu
não sirvo pra nada. Sou um covarde, eu fujo de tudo. O meu pai faz tudo comigo.”
São algumas das suas falas.
O Ferris Biller era o personagem que busca a atenção através da mentira,
do fingimento. Tem personalidade narcisista e precisa ser o centro das atenções
para estar bem. Também não mede muito a consequência dos seus atos como o filho
pródigo.
A outra personagem que temos no filme é a irmã do Ferris que vê todo
este apoio e amor na escola, em casa e por todos os lados pelo irmão mentiroso
que se finge de doente por mais ou menos 4 anos e assim faltava de aula. Até
que ela vai numa delegacia e é confrontada por um rapaz que fala que o problema
é ela e não ele. Ela não se sentia incomodada porque ele se saía bem, mas
porque ninguém dava atenção a ela.
Na parábola vemos o irmão do filho pródigo que nunca havia saído de
perto do pai. Tinha os bens à sua disposição. Poderia desfrutá-los como quisesse
e ainda da presença do pai. Mas ao que parece, preferia trabalhar para chamar a
atenção do pai.
Muitas pessoas preferem gastar seu tempo trabalhando, construindo, dando
presentes aos pais, do que tendo um relacionamento profundo com eles. E não é
de se assustar que aqueles filhos que “não fazem nada” sejam mais queridos, pois
estão mais perto. Se envolvem mais, aproveitam o momento e as histórias dos
pais.
No consultório a reclamação de que os pais amam mais um filho do que a
outro sempre é grande. Quase todos os dias escuto isto. E não importa a idade.
Tem pessoas com mais de 60 anos de idade carregando mágoas terríveis por seus
irmãos e pais.
O pai na parábola do filho pródigo disse ao filho mais velho: “Meu
filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.”
Se você sempre esteve na presença de Deus e nunca se desviou glória a
Deus! Saiba que tudo Ele tem é seu! Você só precisa pedir em oração, sem medo,
de uma forma relacional entre pai e filho.
Tive um professor no Seminário Presbiteriano Rev. Denoel Nicodemos Eller
que disse: “Sinceramente não sei o dia da minha conversão. Nasci na igreja, fui
criado debaixo das doutrinas da graça. Nunca me desviei nem para a direita e
nem para a esquerda. Não tive vontade de provar as coisas do mundo e nem tenho.
Sempre fui filho de Deus!” Este professor é um homem piedoso e muito querido, um
verdadeiro servo de Deus. Que aprendeu a desfrutar da Presença do Pai.
Você tem seu lugar especial ao lado do Pai e não precisa estar longe
Dele ou se comparando aos outros. Mas se você se afastou da presença de Deus,
sentindo-se rejeitado por seus erros do passado, quero dizer: Volte a estar
mais perto de Deus! Deus está esperando o seu retorno.
O contexto da parábola do filho pródigo é de reencontro: Da dracma
perdida, da ovelha perdida, do filho que estava perdido.
Vamos orar: “Meus Deus se eu tenho andado de uma forma que estou me
afastando de Ti me ajude a voltar-me para o Senhor! Quero estar mais perto de
Ti como filho amado! Quero desfrutar da Sua Presença e do seu maravilhoso
cuidado! Em Nome de Jesus, Amém!”
Dr. Uanderson Pereira da Silva

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